quarta-feira, 7 de março de 2018

Professora comete suicídio dentro de casa, em Reserva do Cabaçal


PROFESSORA COMETE SUICÍDIO, DENTRO DE CASA EM RESERVA DO CABAÇAL


O marido chegou em casa fez o almoço pensando que a mesma estivesse na escola, porém ao abrir a dispensa se deparou com a  terrível cena da esposa pendurada por uma corda.








 O suicídio de uma professora ocorreu entre as 09:30 e as 14:00 hs, em Reserva do Cabaçal, cidade distante a 390 KM de Cuiabá.

 Mais uma tragédia familiar é registrada no interior de Mato Grosso,  desta vez a suspeita da principal causa é que seja por problemas de depressão, que levou a jovem professora Cleusa Aparecida de Mendonça, de 29 anos, a cometer um suicídio.

 Segundo relato emocionado do esposo a um policial Militar, que é amigo do casal, o mesmo chegou do trabalho, e passou a fazer o almoço, pensando o que esposa estivesse ainda trabalhando, na Escola Municipal Barão do Rio Branco, localizada no bairro Cidade Alta,  mesmo bairro onde residem. 

 O marido estranhou a demora da companheira que não vinha para almoçar,  mas como teria que ir para o trabalho almoçou e deu a refeição da filha.

Quando se preparava para ir atrás da esposa, antes de ir trabalhar o mesmo entrou na dispensa da casa, onde pegaria um desodorante, quando viu a terrível cena da esposa pendurada por uma corda.

 De imediato cortou a corda,  tentando salvar a esposa, mas infelizmente a mesma já havia ido a óbito.


 O fato foi comunicado à Polícia Militar que acionou a Polícia Civil, onde Peritos Criminais de Cáceres, compareceram realizando os primeiros trabalhos e encaminharam o corpo da vítima para o IML, onde após novos exames será liberado para família.


 Segundo informações da Polícia Militar Cleusa teria cometido suicídio entre 09:30 e 14 horas, uma vez que a mesma esteve na escola onde trabalha até as 09:30 hs, quando saiu e não mais foi vista, até que o esposo encontrou após o suicídio.


 O fato foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Araputanga onde outras providências foram tomadas




 Talvez seja útil este artigo, publicado pela Saúde.Abril

saude.abril.com.br/medicina/depressao-sintomas-diagnostico-prevencao-e-tratamento/



Depressão: sintomas, diagnóstico, prevenção e tratamento

Considerada o "mal do século" pela Organização Mundial da Saúde, a depressão ainda é um desafio para médicos e pacientes. Conheça seus detalhes

OMS divulgou relatório com dados alarmantes sobre a depressão e ansiedade
OMS divulgou relatório com dados alarmantes sobre a depressão e ansiedade  (Ilustração: Pedro Hamdan/SAÚDE é Vital)
depressão é caracterizada pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, algumas vezes sem um motivo evidente.Michael Phelps, por exemplo, revelou sofrer demais com o problema após as Olimpíadas de 2012, quando ganhou seis de suas 28 medalhas olímpicas. Hoje, a depressão é considerada a quarta principal causa de incapacitação, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Esse transtorno psiquiátrico atinge pessoas de qualquer idade — embora seja mais frequente entre mulheres — e exige avaliação e tratamento com um profissional. O desânimo sem fim é fruto de desequilíbrios na bioquímica cerebral, como a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar.
Hoje se sabe que a depressão não promove apenas uma sensação de infelicidade crônica, mas incita alterações fisiológicas, como baixas no sistema imune e o aumento de processos inflamatórios. Por essas e outras, já figura como um fator de risco para condições como as doenças cardiovasculares.

Sinais e sintomas

  • Cansaço extremo
  • Fraqueza
  • Irritabilidade
  • Angústia
  • Ansiedade exacerbada
  • Baixa autoestima
  • Insônia (ou sono de má qualidade)
  • Falta de interesse por atividades que antes davam prazer
  • Pensamentos pessimistas
  • Pensamentos frequentes sobre a morte
  • Comportamentos compulsivos
  • Dificuldade para se concentrar
  • Problemas ou disfunções sexuais
  • Sensação de impotência ou incapacidade para os afazeres do dia a dia

Fatores de risco

  • Histórico familiar
  • Transtornos psiquiátricos correlatos
  • Estresse crônico
  • Ansiedade crônica
  • Disfunções hormonais
  • Excesso de peso
  • Sedentarismo e dieta desregrada
  • Vícios (cigarro, álcool e drogas ilícitas)
  • Uso excessivo de internet e redes sociais
  • Traumas físicos ou psicológicos
  • Pancadas na cabeça
  • Problemas cardíacos
  • Separação conjugal
  • Enxaqueca crônica

A prevenção

Para espantar a tristeza sem fim da rotina, é importante gerenciar o estresse e compartilhar as dificuldades do dia a dia. Ler, aprender coisas novas, fazer hobbies e se divertir ajudam a manter a cabeça ativa e livre de pensamentos negativos ou preocupações excessivas. O otimismo, ladeado de bom-senso, assegura o bem-estar emocional.
A máxima “mente sã, corpo são” é cientificamente aceita e o caminho inverso também procede. Ou seja, cuidar do organismo reflete na saúde mental. Nesse ponto, o conselho é praticar atividade física regularmente, inclusive porque estudos atestam que elas incentivam a liberação de hormônios e outras substâncias importantes para a manutenção do humor.
Pesquisas recentes revelam que até a dieta influencia as emoções. Nesse quesito, vale se inspirar no cardápio dos mediterrâneos, abastecido de azeite de olivapeixesfrutas, verduras e oleaginosas (nozes, castanhas…). As gorduras e os antioxidantes presentes nesse menu estão associados à maior proteção e conservação das redes de neurônios. Quando a comunicação entre as células nervosas está afiada, não sobra espaço para a angústia se apoderar da cabeça.

O diagnóstico

Existem alguns testes e questionários que apontam o dedo para o distúrbio, mas só uma avaliação apurada do médico, que incluirá histórico do paciente e da sua família, bem como alguns exames, poderá cravar se o problema é realmente uma depressão. A condição, aliás, muitas vezes está associada a outros transtornos psiquiátricos. A depressão também é classificada de acordo com a sua intensidade — leve, moderada ou grave.

O tratamento

A depressão pode durar semanas ou mesmo anos. E uma vez que o indivíduo passe por uma crise, corre maior risco de enfrentar episódio semelhante outra vez na vida. Na maioria das vezes, o tratamento é feito em conjunto pelo psiquiatra e o psicólogo. Existem diversos medicamentos antidepressivos, que ajudam a regular a química cerebral, e o médico escolherá segundo o perfil do paciente. O acompanhamento psicológico, que buscará levantar as causas do problema e como ele poderá ser desmontado, é crucial inclusive porque os remédios podem demorar um tempo para fazer efeito.

Dentro da abordagem da psicoterapia, uma das correntes mais utilizadas no tratamento da depressão é a cognitivo-comportamental, que identifica conflitos e auxilia o paciente a encará-los e sair do estado de abatimento. Existem estudos apontando que a acupuntura e a musicoterapia seriam coadjuvantes na recuperação do bem-estar emocional.
No mais, volta à tona a recomendação de um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada e prática regular de atividade física. Também se reforça a indicação para combater o estresse concedendo tempo na agenda para atividades prazerosas.
Para os casos mais graves e resistentes ao tratamento convencional, hoje se estuda a aplicação de técnicas como a eletroconvulsoterapia e a estimulação magnética transcraniana.