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 POLÍCIA CIVIL PRENDE SUSPEITOS DE MATAR PROFESSOR UNIVERSITÁRIO EM SINOP



 Um dos presos era o namorado da vítima, que junto com um outro maior e um adolescente cometeram o crime.



Reprodução



 A assessoria da Polícia Judiciária Civil comunicou que prendeu na sexta-feira (04) um suspeito de envolvimento na morte do professor universitário Francisco Moacir Pinheiro Garcia, 53, em dezembro do ano passado. As investigações foram realizadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop (503 km ao Norte). 


As diligências contaram com apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Capital.

De acordo com o delegado titular da Derf, Ugo Ângelo Reck de Mendonça, a hipótese inicial era que Francisco tivesse sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). No entanto, as investigações avançam na possibilidade de se tratar de um homicídio, seguido de furto.

Os levantamentos da Derf apontaram que o suspeito Rodrigo Jose Pozzer, 32, residia com a vítima (que era homossexual), possuindo relacionamento afetivo com o professor e o auxiliando em diversos momentos após Francisco se submeter a uma cirurgia em um dos braços.

“Temos imagens de câmeras de segurança que apontam que o suspeito foi o último a ser visto, saindo da casa com a vítima. 

Dois dias após ele reaparece no local, sozinho, com o carro da vítima.

 Da casa ele subtraiu diversos pertences, como eletrodomésticos”.

Em interrogatório, o investigado nega que tenha envolvimento na morte da vítima. Ele afirma que no dia do desaparecimento, levou Francisco em um bar, de onde a vítima teria saído com outras duas pessoas, que posteriormente, disseram a ele que haviam matado o professor.

“Rodrigo declarou que após a suposta confissão desses homens, pegou o carro da vítima, o celular e foi pra casa de familiares dormir, não cogitando acionar as forças policiais. 
Rodrigo José Pozzer foi preso na praça de pedágio da BR-163 em Sorriso — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Rodrigo Jose Pozzer, 32 preso na sexta-feira dia 4

Foto Reprodução Ass P.J.C./ (Reprodução G-1)
             
Essa versão pouco verossímil. Alias, em todo o depoimento do suspeito estão presentes diversas contradições”, afirma o delegado.

O crime seguiu em investigação para apurar a real motivação, bem como eventual envolvimento de outras pessoas na morte da vítima.

A prisão, decorrente de mandado de prisão temporária, foi realizada no pedágio da BR-163 em Sorriso. O suspeito estava com o veículo da vítima, que já estava com placas adulteradas.



O segundo Suspeito foi preso na tarde de sábado (05) o segundo suspeito envolvido na morte do professor universitário Francisco Moacir Pinheiro Garcia, 53, em dezembro do ano passado.

 Preso pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop (503 km ao Norte), o suspeito afirmou que a vítima sofreu uma emboscada.

Victor Fernando de Oliveira, 20, contou em depoimento que agiu em conjunto com outros dois suspeitos. 
Victor Fernando de Oliveira, de 20 anos, foi preso no sábado (5) — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Victor Fernando de Oliveira, preso na tarde de sábado em Sinop
Foto Reprodução Ass P.J.C.(Reprodução G-1)
      
 Um menor já identificado e o outros sendo apontado por ele é o primeiro suspeito preso, (Rodrigo Pozzer, 32), que possuía relacionamento afetivo com a vítima e residia na mesma casa, e foi preso na sexta-feira (04), em Sorriso.


Em interrogatório, Victor declarou que não conhecia a vítima e Rodrigo Pozzer entrou em contato com ele, após pegar seu contato com o adolescente que trabalha em uma academia, dizendo que “tinha um corre pra fazer”.


 O suspeito afirmou que Rodrigo combinou que era para ele e o menor irem até o condomínio onde a vítima morava, se esconderem em área de mato nas proximidades e que quando Rodrigo passasse na frente iria dar sinal luminoso com o veículo para que realizassem a simulação de um assalto.

Ainda de acordo com o depoimento de Victor, Rodrigo havia dito que levaria a vítima para um local ermo (mata) e que a amarraria. Mas que ao chegar nesse local (nas proximidades do município de Cláudia), a vítima teria percebido que o amigo (Rodrigo) estava envolvido com os assaltantes.

Nesse momento, Victor afirma que Rodrigo teria mandado a vítima descer do carro e seguido com ela por alguns metros em uma propriedade rural, deixando os dois comparsas no veículo. O depoente declarou que pouco tempo depois (aproximadamente 10 min) foram ouvidos disparos de arma de fogo (provavelmente de calibre. 22).

Victor afirmou que houve a promessa, por parte de Rodrigo, de pagamento de R$ 25 mil. O comparsa teria comentado que venderia o carro da vítima e também a casa de propriedade do professor.

De acordo com o delegado titular da Derf Sinop, Ugo Ângelo Reck de Mendonça, o caso segue em investigação buscando individualizar as condutas e identificar a participação real de cada um dos três envolvidos no crime.

As duas prisões (de Victor e Rodrigo) são decorrentes de cumprimentos de mandados de prisão temporária representadas pela Polícia Civil. O delegado já representou pela conversão da prisão temporária dos suspeitos por preventiva.

As diligências para a prisão de Rodrigo contaram com apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Capital.



O caso
Francisco Moacir Pinheiro Garcia, ( Vítima)
 Foto Reprodução
O desaparecimento da vítima foi comunicado na Polícia Judiciária Civil em 20 de dezembro, por uma amiga, que contou que tentou manter contato por ligações e mensagens com o amigo, e uma pessoa respondeu com vários erros de português, o que seria improvável ser a vítima já que é professor.

A foto do perfil no whatsapp também tinha sido retirada. O telefone estava dando desligado, o veículo da vítima também não foi encontrado na casa dele.

 A vítima tinha uma consulta marcada no dia 19/12 devido uma cirurgia que fez no braço, mas a atendente disse que ele havia pedido para remarcar a consulta, pois estava em viagem com problemas pessoais.

 Na mesma data a vítima falou a parentes que tinha indo na consulta e estava tudo bem, indicando que alguém estava usando o aparelho celular da vítima.

Cinco dias antes da comunicação do desaparecimento (15.12), um corpo foi localizado às margens de uma rodovia entre os municípios de Claudia e União do Sul e estava até então sem identificação.

A amiga da vítima reconheceu o corpo no IML de Sinop como sendo o professor.

 Fonte: Assessoria | PJC-MT

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